A decoração da sala

depoissala2Desde que comecei a pensar sobre o assunto, duas coisas já estavam definidas: uma parede pintada de verde e uma prateleira para colocar objetos decorativos. Quando mostrei meu desenho ao marido e marceneiro, ambos acharam mega esquisito essa prateleira lá no alto e ainda contornando três paredes. Na verdade, o primeiro confessou que só entendeu a minha ideia depois de vê-la pronta e aí achou o máximo. rs

Optamos por decorar esta prateleira especialmente com lembranças de viagens. E eu gosto muito, pois sempre que me deparo com elas me vem alguma memória do lugar. Infelizmente, as viagens são menos frequentes do que gostaríamos então, para não ficar muito vazia, alguns objetos foram comprados em lojas de decoração. Continue lendo

Cozinha Corredor

Um dos meus maiores anseios em relação aos móveis do apê era quanto à melhor disposição dos mesmos na cozinha, a fim de aproveitar cada espacinho possível. Não que eu tenha muita coisa (ok, tenho mais do que deveria), mas panelas, mantimentos, utensílios portáteis que não usamos sempre, ocupam um espaço considerável. E aí, #comofaz?

A minha cozinha é estreita e do tipo americana. Até pensei na possibilidade de fechá-la, mas achei que influenciaria na luminosidade da sala e, na verdade, adoro esta integração de ambientes e a “sensação de amplitude” proporcionada (devo dizer que marido não aguenta mais me ouvir falar este termo… rs). Continue lendo

Um pouco sobre a reforma…

A reforma teve início no comecinho de 2011. Estavam no planejamento a troca dos pisos e revestimentos dos banheiros, cozinha e lavanderia, colocação do porcelanato no restante do apê, reposicionamento do interfone e algumas tomadas e levantamento de uma “paredinha” na cozinha, a qual contarei mais depois.

Essa parte do “quebra quebra” é um caos, né?! Barulheira, entulho, sujeira, compra isso, compra aquilo… Felizmente, contamos com ótimos profissionais (Naldo e Amauri que na verdade são azulejistas, mas que topam qualquer parada) e a reforma foi super rápida (menos de 1 mês) e sem dor de cabeça.

É claro que acabei incluindo algunas cositas más no processo. Uma delas foi a “criação” daqueles nichos na área do box dos banheiros. Era algo que gostaria MUITO de ter no apê, não somente pelo fator “decoração” (acho lindíssimos!), mas por otimizar espaço numa área que normalmente é bem reduzida. PORÉM, já estava quase conformada a desistir da ideia depois de analisar a planta estrutural do apê (pegamos a mesma um pouco antes de iniciar a reforma). “Mas que cazzo, não posso quebrar nenhuma parede do banheiro!”. Pois é, esse é um fator que pode pôr por água abaixo nossas ideias mirabolantes, mas é imprescindível respeitar esta planta. Num belo dia, contei esse meu mimimi todo ao Naldo e Amauri que, papo vai, papo vem, conseguiram bolar uma forma de criar os tais nichos! Fiquei TÃO, TÃO feliz! Mostrarei e contarei maiores detalhes depois. Enfim, todos os créditos a eles, eu só contei minha “história triste”… rs.

A otra cosita foi aos 45 do segundo tempo. Reforma praticamente terminada e “por que não colocar alguma coisa na paredinha da entrada?”. “Ó meu Deus”, devem ter pensado Naldo e Amauri… ¬¬

Entre tantas opções como papel de parede, adesivo, tecido, pintura com cor diferente, quase ficar louca com tanta novidade, escolhi aplicar pastilhas.

As pastilhas são da marca Colormix, da coleção “Elementos” (foram compradas em 2011), e têm acabamento perolado que deixa um efeito muito bacana quando a luz incide sobre as mesmas. E embarcando na onda das ideias, Naldo sugeriu de aplicar as pastilhas na mureta da cozinha também. Super curti, deu um destaque a mais, combinou com a sala que tem parede verde erva-doce e painel de madeira, “tons natureza” que marido e eu adoramos!

montagem pastilhas

Pastilhas

Obs.: Acima da porta de entrada, não se assustem, fica uma máscara que compramos numa viagem feita este ano ao Japão. É denominada Hannya e é um dos diferentes tipos de máscara utilizada pelos atores japoneses no teatro . Como amuleto, funciona espantando maus espíritos, protegendo a casa.

Depois que o “grosso” da reforma acabou, fomos fazendo as coisas conforme tínhamos tempo e dinheiro. Primeiro providenciamos a cozinha e os banheiros com um marceneiro. Depois de uns meses fechamos o gesso e iluminação. Passados mais alguns meses foi a vez da pintura. Por último foram as bancadas da cozinha e banheiros e o restante dos móveis. Nos mudamos no finalzinho de 2012 e agora, 2014 ainda há pendências!

Apê “antes”, vistoria e surpresas

Vou deixar algumas fotos para vocês terem uma ideia de como o apê foi entregue. São algumas das fotos que tiramos no dia da vistoria, então desculpe pela qualidade e ótimos ângulos! 🙂

Lembro que estávamos SUPER ansiosos no dia da vistoria, queria ver e testar tudo e ao mesmo tempo tirar fotos dos ambientes e detalhes para lembrar depois (como por exemplo, a tubulação de gás exposta ao lado do tanque que nem imaginava que seria assim  – e que minou uma ideia que tinha – e também a viga da cozinha que, é claro, não se fazia presente no belíssimo decorado… rs).

Foram duas vistorias no total. Na primeira apontamos um defeito que gostaríamos que arrumassem e a segunda foi para verificar a correção feita e então finalizar o processo.

O que verificamos:

  • Torneiras;
  • Descargas dos vasos sanitários;
  • Possíveis vazamentos e infiltrações;
  • Janelas (se fechavam e corriam corretamente no trilho);
  • Portas (se abriam e fechavam corretamente) e batentes;
  • Tomadas (verificamos se todas estavam funcionando);
  • Acabamentos em geral.

Defeitos encontrados:

  • Batente torto da porta de entrada;
  • Uma peça de azulejo trincada no banheiro da suíte.

Somente solicitamos a correção do batente, pois já havíamos planejado a troca dos revestimentos. Ah, e por este motivo, não verificamos o caimento dos pisos das áreas molhadas. Se você não pretende trocá-los, aconselho levar um balde, jogar água e verificar se a mesma não fica empoçada na área do box.

Vamos às fotos:

Sala

Sala

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Apresentação

Oi gente, tudo bem?

Como o próprio nome do blog diz, adoro ficar “viajando” sobre assuntos relacionados ao apê.
É só eu ficar olhando pensativa para algum cômodo da casa que o marido já manda “Ihhh pronto, lá vem… o que você quer inventar agora?” rs
Bem antes de receber as chaves, a pasta “decoração” no computador já estava repleta de ideias e imagens inspiradoras.
Marido e eu começamos a reforma do nosso então futuro lar no início de 2011, porém, somente nos mudamos em dezembro de 2012, quando quase tudo já estava pronto. E esse “quase tudo” ainda perdura… rs
Enfim, criei este blog (antes tarde do que nunca, né?!) para compartilhar ideias e informações sobre reforma, decoração e tudo mais, já que obtive muita ajuda com os blogs que existem sobre o assunto.
Ah, deixo abaixo também um texto da Martha Medeiros que gostei muito e posso dizer que sigo esta regra… 🙂

Seu apartamento é feliz?

“Há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz!”

Dia desses fui acompanhar uma amiga que estava procurando um apartamento para comprar. Ela selecionou cinco imóveis para visitar, todos ainda ocupados por seus donos, e pediu que eu fosse com ela dar uma olhada. Minha amiga, claro, estava interessada em avaliar o tamanho das peças, o estado de conservação do prédio, a orientação solar, a vizinhança. Já eu, que estava ali de graça, fiquei observando o jeito que as pessoas moram.
Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz. O referido é verdade e dou fé. Não existe um único objeto na minha casa que não me faça feliz, pelas mais variadas razões: ou porque esse objeto me lembra de uma viagem, ou porque foi um presente de uma pessoa bacana, ou porque está comigo desde muitos endereços atrás, ou porque me faz reviver o momento em que o comprei, ou simplesmente porque é algo divertido e descompromissado, sem qualquer função prática a não ser agradar aos olhos.
Essa regra não tem nada a ver com elitismo. Pessoas riquíssimas podem viver em palácios totalmente impessoais, aristocráticos e maçantes com suas torneiras de ouro, quadros soturnos que valem fortunas e enfeites arrematados em leilões. São locais classudos, sem dúvida, e que devem fazer seus monarcas felizes, mas eu não conseguiria morar num lugar em que eu não me sentisse à vontade para colocar os pés em cima da mesinha de centro.
A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem ali vive. E é isso que me espantou nas várias visitas que fizemos: a total falta de espírito festivo daqueles moradores. Gente que se conforma em ter um sofá, duas poltronas, uma tevê e um arranjo medonho em cima da mesa, e não se fala mais nisso. Onde é que estão os objetos que os fazem felizes? Sei que a felicidade não exige isso, mas pra que ser tão franciscano? Um estímulo visual torna o ambiente mais vivo e aconchegante, e isso pode existir em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas. Mas grande parte das pessoas não está interessada em se informar e em investir na beleza das coisas simples. E quando tentam, erram feio, reproduzindo em suas casas aquele estilo showroom de megaloja que só vende móveis laqueados e forrados com produtos sintéticos, tudo metido a chique, o suprassumo da falta de gosto. Onde o toque da natureza? Madeira, plantas, flores, tecidos crus e, principalmente, onde o bom humor? Como ser feliz numa casa que se leva a sério?
Não me recrimine, estou apenas passando adiante o que li: pra onde quer que se olhe, é preciso alguma coisa que nos deixe feliz. Se você está na sua casa agora, consegue ter seu prazer despertado pelo que lhe cerca? Ou sua casa é um cativeiro com o conforto necessário e fim?
Minha amiga ainda não encontrou seu novo lar, mas segue procurando, só que agora está visitando, de preferência, imóveis já desabitados, vazios, onde ela possa avaliar não só o tamanho das peças, a orientação solar, o estado geral de conservação, mas também o potencial de alegria que os ex-moradores não souberam explorar.